Roma: A experiência é melhor com fones de ouvido


Indicado ao Oscar, dirigido por Alfonso Cuarón e lançado pela Netflix, Roma é um filme bem cotidiano e detalhista.

Inicialmente pode soar monótono, (já que a obra tem ritmo arrastado) na mesma proporção em que é artístico com sua cor preto e branca. O som de um café caindo na xícara, os pingos de chuva batendo numa janela e um enquadramento em vários objetos em cima de uma mesa enquanto toca uma música são elementos marcantes no filme, por isso o título.

Mas os dramas que surgem ao decorrer da história quebram essa monotonia. Conseguimos enxergar o sofrimento, na maior parte do tempo silencioso, das personagens e pensar que são situações infelizmente comuns, porém não menos tristes por isso.

Voltando à questão do silêncio que mencionei, nesse estilo de filme nem tudo precisa ser dito didaticamente e na hora em que acontece, mas depois que rola toda a tensão e há a revelação. Aí é que mora a "magia" da película. Sem falar na filmagem lateral, que é algo bem marcado também.

Eu diria que é um filme que precisa ser assistido com calma e total atenção, pois muito se ganha ou perde em detalhes. E diferente do que eu achei que seria ao escutar seu nome, Roma é relativo ao México dos anos 70, e não ao império romano.

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